19 de janeiro de 2017

BOOKS #10 | O Manipulador (John Grisham)

Tal como tinha dito aqui no blogue, uma das minhas resoluções para este ano seria ler 12 livros, o que equivalia a um por mês. Irá haver livros que demorarei mais tempo a ler, outros mais “ligeiros” ou tão fascinantes que me levem a lê-los em poucos dias.


Como tal, segue a book review do primeiro livro do ano. Desta feita, de um livro de John Grisham. Já aqui tinha feito uma review de um dos livros deste autor – Os Litigantes – e que até vos dei a oportunidade de ganhar um exemplar. Como gostei do que li, decidi investir em mais alguns livros deste autor.

Vamos lá conhecer a sinopse do livro “O Manipulador”:
“Raymond Fawcett, juiz federal da Virgínia, e a sua secretária são encontrados mortos em casa. Não há sinal de luta ou arrombamento, nem impressões digitais, nem testemunhas. Nada, exceto um cofre-forte vazio.
O tempo passa e a investigação do FBI não avançou um milímetro. E é aí que entra em cena Malcolm Bannister, de 43 anos, negro, advogado de profissão, condenado a 10 anos de prisão por um crime que não cometeu e ainda com cinco anos de pena por cumprir. Alegando conhecer a identidade do assassino, dispõe-se a colaborar com o FBI para o prender. Porém, tudo tem um preço, e Malcolm tem contas a ajustar com os homens que o meteram na cadeia.”

Na parte inicial do livro, deparamo-nos com uma descrição, na ótica de Malcolm Bannister, do estabelecimento prisional onde este se encontra. Onde se situa, as rotinas, o que faz para passar o tempo, descreve os seus colegas de prisão, bem como o porquê de ter ido preso e como chegou lá (a viagem desde que foi detido até, finalmente, estar dentro do estabelecimento prisional). Esta parte poderá ser um pouco aborrecida de ler (ou mais massuda) mas é bastante importante para tentar perceber a história principal do livro.

Decorre o assassínio do juiz Raymond Fawcett e da sua secretária e é aí que Malcolm assume um papel mais central na história. Alega que conhece a identidade do assassino e está disposto a revelá-la desde que o FBI ponha em prática a Regra 35. Para quem não conhece esta regra (tal como eu antes de ler o livro), esta dita que, se um recluso ajudar a revelar um crime do exterior, é ilibado de toda e quaisquer acusações que existam contra ele, e sai em liberdade, podendo ou não recorrer ao programa de proteção de testemunhas (o que, na maior parte dos casos, revela-se necessário para as pessoas não terem um alvo bem visível nas costas). A partir daqui começa um “jogo” de palavras e manipulação para tentar perceber se Malcolm está a dizer a verdade ou se é só bluff.

Será que Malcolm sabe mesmo a identidade do assassino?
Será apenas uma jogada para sair da cadeia e estar em liberdade?
Será que ele está relacionado com o assassínio de Raymond Fawcett e da sua secretária?

À medida que vamos lendo o livro, vamos tendo conhecimento de mais pormenores para o desvendar deste mistério. Entram em cena Quinn Rucker e Victoria Young, dois personagens essenciais na trama.

Serão eles uma ajuda para Malcolm?
Prejudicarão a sua vida?
Serão eles os verdadeiros assassinos?

A meio do livro, pensei que a história estava resolvida e achei estranho ainda ter mais meio livro para ler (ingenuidade a minha, eu sei!). Meus caros: é a partir daqui que o livro começa a ganhar outra vida. É aqui que o leitor começa a não conseguir deixar de ler o livro e está à espera sempre do próximo passo de Malcolm Bannister.

Será que ainda é Malcolm Bannister?
E Quinn e Victoria? Qual o papel deles?

Malcolm Bannister alega que foi preso indevidamente, pois está inocente. Devido aos cinco anos que já passou na prisão perdeu a sua esposa e o contacto com o seu filho. Perdeu os melhores anos da vida do seu filho. Não acompanhou acontecimentos importantes da vida dele.

Será que começou a planear uma vingança contra o FBI?
Será que o facto de ter sido advogado lhe irá trazer alguma vantagem?

Este livro é uma corrida contra o tempo e o leitor nunca consegue chegar a qualquer conclusão, a não ser nos últimos capítulos onde há a revelação de toda a verdade. É um thriller jurídico, um estilo onde poucos autores se enveredam, e deixou-me completamente agarrado ao mesmo. Muito boa narrativa, história dinâmica e uma escrita de fácil leitura.

Se recomendo? Vivamente!
Se vou ler mais livros do autor? Tenho já dois em lista de espera :D

Quem aí já leu alguma obra deste autor?
Contem-me tudo!

Até lá, bons post’s ;)










4 comentários:

  1. Ainda não li mas fiquei muito curiosa.
    Este ano estou a portar-me bem e já li 4 livros!

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  2. Li esse livro no último Verão. Um agradável surpresa!

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